O olho, único em sua função, é igualmente único em sua estrutura. Essa singularidade possibilitou diversas inovações, exemplificadas pelos campos da terapia gênica e da inteligência artificial (IA). Em 2017, a primeira terapia gênica foi aprovada para a amaurose congênita de Leber, uma distrofia retiniana [ 7 ]. Esse sucesso é parcialmente atribuído ao privilégio imunológico do olho. O olho limita o alcance do sistema imunológico para priorizar a visão. Consequentemente, as células transplantadas conseguem evitar a rejeição e a função celular pode ser preservada. Além disso, a janela transparente criada pela pupila, cristalino, humor aquoso e vítreo permite que a luz alcance a retina neurossensorial. Isso também possibilita a visualização direta do tecido interno, e a IA, especificamente o aprendizado de máquina, tem se aproveitado disso.
https://corv.com.br/cirurgias/#doencas-de-retina
Um pré-requisito para a construção de algoritmos de aprendizado de máquina é um conjunto de dados substancial, que se materializou em 14.884 exames de OCT durante a colaboração entre o Google DeepMind e o Moorfields Eye Hospital. Esses exames forneceram dados de alto volume, não invasivos e de alta resolução para o software aprender. O sistema de IA resultante possibilitou a detecção e a previsão instantâneas, rivalizando com o desempenho de especialistas na identificação de patologias da retina [ 8 ]. A expectativa é que tais sistemas de suporte clínico possam ajudar a aliviar o fardo significativo descrito anteriormente. Essas inovações brilhantes oferecem a promessa de uma gestão eficiente em toda a medicina.