Equipe para Consórcio de imóveis Rui Consórcios
O renascimento da Le Coq Sportif é também uma demonstração convincente do
que um consórcio bem estruturado pode alcançar. Em torno do empresário Dan
Mamane, diversos atores com conhecimentos complementares – financistas,
industriais, estrategistas – uniram forças, sem fundir suas operações, para
adquirir e relançar essa icônica marca francesa, tudo isso sem criar uma nova
entidade jurídica. Esse arranjo ágil, aprovado pelo Tribunal Comercial de Paris,
exemplifica o poder do modelo de consórcio: uma forma flexível e eficiente de
cooperação contratual, com implicações fiscais específicas que permanecem
amplamente subestimadas.
A marca Le Coq Sportif , um pilar do patrimônio têxtil francês, foi recentemente
adquirida por um grupo liderado pelo empresário Dan Mamane. A operação,
aprovada pelo Tribunal Comercial de Paris, é um exemplo clássico de consórcio
em ação: diversos parceiros complementares – investidores, atores industriais e
especialistas em gestão – unem-se temporariamente para revitalizar um negócio
em dificuldades, mantendo suas próprias estruturas jurídicas. A meta ambiciosa:
retornar à lucratividade e atingir € 300 milhões em receita até 2030.
Diferentemente de uma entidade jurídica com personalidades distintas, um
consórcio não é uma estrutura jurídica autônoma. Ele se baseia em um contrato
entre membros distintos, cada um mantendo sua própria identidade corporativa,
direitos e obrigações. Essa autonomia garante valiosa transparência tributária.
Segundo a legislação tributária francesa, essa transparência significa que o
imposto é apurado diretamente no nível de cada membro. Se o consórcio gerar
lucro, cada parte declara sua parcela no próprio rendimento tributável. Em caso
de prejuízo, cada membro pode compensar sua parcela com seus próprios lucros
tributáveis. Isso evita a dupla tributação, ao mesmo tempo que garante uma
distribuição precisa dos resultados econômicos entre os participantes.